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Sem Ceni e Luis Fabiano, time perde nos gols e liderança. Willian e Fernandinho
vivem seca de gols
Gols e líderes em campo. Certamente são duas coisas que um time de futebol precisa para ser vitorioso. No São Paulo o destino fez o favor de colocar estes dois quesitos em xeque logo neste início de temporada. Com as lesões de Luis Fabiano (veja mais detalhes abaixo) e Rogério Ceni, as duas funções no time titular ficaram totalmente vagas.
Se levarmos em conta a missão de colocar as bolas para a rede, o torcedor são-paulino tem motivos para se preocupar. Sem o camisa 9, o técnico Emerson Leão deverá colocar uma dupla de ataque que vive um longo jejum de gols. Fernandinho, que vem sendo titular, marcou seu último tento há mais de seis meses.
Na ocasião, anotou um na vitória por 3 a 0 sobre o Internacional, no Beira-Rio, pelo Brasileirão. Já Willian está prestes de completar um ano de seca. Seu último (e único) gol pelo Tricolor, aconteceu em fevereiro do ano passado, na goleada de 4 a 0 sobre o Bragantino, pelo Paulistão. Desde lá, já se foram 22 jogos em campo e nada de ele correr para o abraço.
Apesar da timidez do jovem de 20 anos, Leão confia no seu talento. O treinador chegou a comparar a situação do seu atleta com a de Careca, dizendo que o ex-atacante tricolor na década de 1980 demorou quase dois anos para se firmar de vez no futebol. O comandante tricolor pede paciência com o menino.
Com Fernandinho a confiança é a mesma. O camisa 12 agrada o chefe, principalmente por compor bem o meio de campo. Na pré-temporada Leão chegou a elogiá-lo bastante.
Mas se não bastasse o problema no poderio de fogo, o técnico vive outro dilema. Sem Ceni, Fabuloso ficou com a braçadeira de capitão e a função de liderar a equipe. E agora, sem o camisa 9? Pois bem, Leão também considera uma boa pergunta e disse o primeiro passo é escalar o time titular contra o Guarani.
Os pretendentes para a lacuna estão aí, mas a verdade é que nenhum deles é unanimidade. Denis é um nome. Ele ficou com a braçadeira de capitão após Luis Fabiano deixar o jogo lesionado. Porém, o pouco tempo como titular pode atrapalhar na escolha.
Voltando de lesão muscular, outro que já sentiu o sabor de ser capitão é Rhodolfo. Caso esteja apto para a próxima partida, o zagueiro entra como um forte concorrente. A seu favor pesa o espírito de liderança e a sua facilidade para falar com os companheiros em campo.
Outro que corre por fora é Lucas. O camisa 7 tem sido o destaque da equipe desde o ano passado e está com moral para tamanha a responsabilidade. Afinal, foi o camisa 7 que decidiu os dois últimos jogos a favor do São Paulo.
Os dois abacaxis que Leão tem nas mãos estão na mesa. Com um elenco todo reformulado, suas decisões se tornam mais difíceis. Resta saber como o comandante se sairá nessa.

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