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“O calote continua. Eles me deram três cheques para cobrir salários atrasados, mas o presidente saiu no dia seguinte e quem assumiu –e também já saiu – mandou sustá-los"
disse Leão
Nesta quarta-feira, no Morumbi, Emerson Leão reencontrará o último time
que dirigiu antes de chegar ao São Paulo em outubro do ano passado: o
Goiás. E também o único do Brasil que ainda lhe deve, em pendências
atualmente nos trâmites judiciários. É a herança de um trabalho que o
treinador admite não ter sido eficiente.
“Tive uma passagem
verdadeira, porém não satisfatória”, assumiu o técnico, antes de duelar
diante da equipe alviverde pelas quartas de final da Copa do Brasil. “E é
o único time que me deve no País”, completou, avisando que, embora
tenha saído da equipe há quase dois anos, não aceitará nenhum acordo.
“O
calote continua. Eles me deram três cheques para cobrir salários
atrasados, mas o presidente saiu no dia seguinte e quem assumiu –e
também já saiu – mandou sustá-los. Contratei um escritório de advocacia
em Goiânia e pedi a eles que, mediante meu contrato e a multa, cobrassem
tudo a que eu tinha direito, nem uma vírgula a mais ou a menos. Ganhei
instâncias, recorreram e agora vamos esperando os prazos vencidos”,
comentou.
Mais do que dívidas, o período no Goiás deixou poucos
aspectos positivos a serem lembrados. Leão, por exemplo, ficou 14 meses
desempregado até ser contratado novamente, pelo Tricolor paulista. No
Centro-Oeste, acabou fazendo parte do início da campanha que culminou
com o rebaixamento dos goianos para a Série B do Campeonato Brasileiro.
No
começo da liga nacional, o treinador estava à frente do Goiás quando os
jogadores protagonizaram uma briga generalizada após empatar com o
Vitória. Confusão na qual repórteres acusaram Leão e atletas como Rafael
Moura de agressão. “Foi um tumulto com os jogadores e fui retirá-los,
não participei diretamente”, defende-se, hoje, o técnico.
Passado
à parte, o comandante está ciente de que o já bastante reformulado
elenco do Goiás atuará no Morumbi disposto a complicar o confronto nos
contra-ataques antes da partida de volta, marcada para a próxima semana,
no estádio Serra Dourada.
“O Goiás do ano retrasado mudou muito.
Sei do Goiás que tenho visto, lido e identificado na televisão. Eles
vêm sabendo dos seus limites, respeitando e sendo respeitado, mas
esperando para jogar no nosso erro”, imaginou o treinador do São Paulo.

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