.
Para Cícero, o
Tricolor precisa rodar a bola não só para cansar o adversário, mas para
dominar a partida e Jadson é o cara
Além do retorno do zagueiro Paulo Miranda, que foi reintegrado ao elenco
pela diretoria após a classificação para as quartas de final da Copa do
Brasil, o São Paulo terá outra novidade entre os titulares nesta
quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), contra o Goiás: Jadson, principal
reforço da equipe para a temporada 2012, e que ficou fora de algumas
partidas para aprimorar a forma física e técnica.
O técnico
Emerson Leão deve confirmar a opção apenas depois do treino desta
terça-feira, no CT da Barra Funda, mas escalou ambos como titulares no
primeiro treino coletivo da semana, na segunda. A dúvida persiste entre o
camisa 10 e o atacante Fernandinho, que tem ocupado a vaga, mas não tem
sido tão efetivo quando o armador na articulação de jogadas do
Tricolor, cuja aposta é principalmente na “correria”.
Para o
meio-campista Cícero, titular absoluto do esquema de Emerson Leão, o
Tricolor precisa rodar a bola não só para cansar o adversário, mas para
dominar a partida e, dessa forma, encontrar as melhores oportunidades e
vencer. No segundo tempo da partida contra a Ponte Preta, na última
quinta-feira, com Jadson no time, a vantagem foi administrada e o time
saiu com a vaga para as quartas.
“A gente sabe que a velocidade
de alguns jogadores, uma acelerada individual, pode resolver uma
partida. Mas às vezes é bom tocar a bola, manter o controle e esperar. É
complicado você atuar na correria durante os 90 minutos. Precisa
segurar mais a bola para cansar o adversário”, disse Cícero que
ressaltou o fator individual de jogadores como Fernandinho, Osvaldo e
Lucas, mas não escondeu a preferência pela ‘cabeça pensante’ no
meio-campo.
“Eu sou um jogador que vem de trás em uma formação de
quadrado, geralmente. Quando é losango eu tenho outra função, mas é
legal ter um jogador com toque de bola para chegar no ‘abafa’. O
professor Leão está balanceando as duas coisas e nós estamos
conquistando bons resultados”, afirmou o camisa 10, cheio de elogios a
Jadson: “Eu gosto dele para caramba, somos amigos dentro e fora de
campo”.
A primeira vez em que o rendimento do valioso camisa 10
foi colocado em xeque foi na primeira partida da equipe na Copa do
Brasil, diante do Independente de Tucuruí. Um mês depois, o jogador
ficou no banco de reservas contra o Ituano, pelo Campeonato Paulista,
além dos dois confrontos diante da Ponte Preta, pelas quartas de final
da Copa do Brasil. No primeiro deles, o meia de R$ 9 milhões (mais 30%
do passe do volante Wellington) sequer entrou em campo.
Fonte: ESPN

Nenhum comentário:
Postar um comentário